INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO SERMÃO

O SERMÃO E SUAS PARTES

AS PARTES DO SERMÃO

ELEMENTOS GERAIS DO SERMÃO

As partes que compõem o sermão, conforme a divisão correta, são:

as partes do sermão

Alguém poderá então perguntar: Por que tantos elementos na composição do sermão?

Estabelecer uma ideia central do sermão nem sempre é fácil, especialmente quando se trata de sermões textuais e expositivos.

É aí, segundo a divisão correta, que necessariamente deve o pregador fixar sua mente e a de seus ouvintes sobre as palavras frases, do título, do tema e do texto.

Somente assim eles terão percepção correta do assunto em discussão na pregação.

O TÍTULO

A APLICAÇÃO DIRETA DO SERMÃO

DEFINIÇÃO

O título, como sabemos, é a primeira parte do sermão, mas poderá ser colocado por último.

A função do título é chamar a atenção, interessar e atrair os ouvintes.

Ele dá nome ao sermão, como uma peça literária completa.

Não devemos confundir o título com o tema, pois mesmo que muitos tratam igual, existe uma diferença.

O título dá nome ao conteúdo e o tema é o assunto em discussão.

O título deve ser bem sugestivo para que possa despertar atenção ou curiosidade. Tem de ser atraente, não pelo uso de mera novidade, mas por ser de vital interesse às pessoas.

CURSO DE PREGAÇÃO

Para ser interessante, o título deve relacionar-se com as situações e necessidades da vida.

Muitas circunstâncias, tanto internas como externas, influenciam a vida e o pensamento dos ouvintes em geral.

Épocas de bênçãos espirituais, dias de provações, prosperidade ou adversidade, sublevações sociais ou políticas, comemorações e aniversários, ocasiões de regozijo ou de lutas.

Tudo isso, bem como os assuntos pessoais dos membros da congregação, influenciam as pessoas a quem o pregador ministra.

O TÍTULO NÃO DEVE SER NEGATIVO

partes do sermão

O pregador nunca deve usar títulos extravagantes ou negativos. Embora procuremos criar interesse, usando um título atraente, é preciso manter sempre a dignidade devida à Palavra de Deus.

Certa feita um pregador transmitir um sermão baseado no seguinte título: “Cristo não pode”.

Enquanto que o tema trazia a seguinte frase: “Sete razões porque Cristo não salva”.

Título dessa natureza e tema extravagante assim, nem salva e nem converte a ninguém. Ele expressa uma mensagem negativa.

“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10).

Melhor seria pregar:

“Três razões porque Cristo salva”. Sem dúvida alguma, o resultado seria glorioso!

A DIVISÃO DO TÍTULO

as partes do sermão

O título pode ser, segundo a divisão correta, local, geral ou
intermediário.

Local, quando se prende apenas a um assunto ou obra
literária.

Geral, quando encabeça outros títulos.

Intermediário, quando transita entre o título local e o geral. O título intermediário também pode ser definido como sendo o subtítulo.

De acordo com as regras homiliastas, o título deve ser breve. Há ocasiões em que é necessário usar uma sentença completa, mas concisa.

A NATUREZA DO TÍTULO

A natureza do título pode ser declarativa, interrogativa, afirmativa ou exclamativa.

Biblicamente falando, pode ser apresentado este gráfico
assim:

ELEMENTOS DO SERMÃO

O TEMA

VANTAGENS DO SERMÃO TEMÁTICO

A SÍNTESE DO ASSUNTO

O tema é a segunda parte do sermão e vem depois do título, pela ordem correta. É a síntese do assunto em discussão.

Vem de uma raiz grega “théma” que significa ponho, coloco, guardo, deposito, trazendo assim a idéia de algo que está dentro, ou no meio de alguma coisa.

Dentro do sermão (em síntese) é exatamente esta aposição do tema. Sua posição técnica no sermão encontra-se entre o título e o texto.

O TEMA E SUA FUNÇÃO

partes do sermão

A função do tema é sintetizar o assunto e personificá-lo. Por isso, tema é o nome do assunto que vamos tratar ou a síntese do conjunto deles, enquanto que o assunto (corpo do sermão propriamente dito), vai ser a argumentação (ou conteúdo do tema).

Em razão do tema gravitar bem perto do título, alguns mestres da oratória chegaram até sugerir que o tema devia vir antes do título, e não depois.

É verdade que em algumas passagens ou assuntos da Bíblia, isso parece lógico; mas em outras não.

Portanto, o tema deve vir depois do título e não antes. Quando o tema é geral, pode então servir de título.

Em alguns casos, isso é natural. Exemplo: numa dissertação sobre a morte de Cristo, o tema geral seria A morte de Cristo, enquanto que, nesse caso, o título viria depois com a seguinte frase:

Os sofrimentos de Cristo. Com efeito, portanto, o tema viria primeiro e o título depois, sem que alterasse as regras do procedimento.

Mas, no contexto prático, o título deve vir mesmo, em primeiro lugar.

O TEXTO

as partes que compoe o sermão

DEFINIÇÃO DO TEXTO

O texto, ou a porção, refere-se à passagem bíblica em síntese ou no seu todo, usado pelo pregador para fundamentação do sermão.

O substantivo textus, então, indica o produto do tecer, o tecido, a trama e, assim, no uso literário, a trama do pensamento de alguém, uma composição contínua (leia mais sobre texto, quando abordarmos uma importante definição sobre texto, contexto, subtexto, etc., no capítulo quatro).

DEPENDENDO DA NATUREZA DO SERMÃO

CONHECER O ASSUNTO PARA ESCOLHER UM O TEMA

Dependendo da natureza do sermão, o texto pode sofrer alterações no uso da pronúncia.

a) Sermão textual (o texto)
b) Sermão expositivo (a porção)
c) Sermão temático (a passagem)

Na homilética, texto é o nome da porção curta da Bíblia que se toma como base para um sermão.

Neste sentido, o texto pode ser apenas uma palavra, uma frase ou então, um período curto.

Já a porção extensa, usada num sermão expositivo, pode incluir vários versículos ou até um capítulo todo.

A INTRODUÇÃO

sermão

A introdução é a parte inicial do corpo do sermão. É a ligação ao ponto central da argumentação.

O propósito da introdução é despertar então, a atenção dos ouvintes de tal modo que se interessem pelo assunto.

Alguém até comparou-a a fortes garras de ferro que prendem imediatamente a mente dos seus ouvintes.

Podemos comparar a missão da introdução como uma comissão de recepção de um grande evento.

Quando esta funciona mal, todo o curso fica prejudicado.

DEVE VISAR DIRETAMENTE O TEXTO

pregação

A introdução deve visar diretamente o assunto principal.

Para tanto, as afirmativas nela contidas devem consistir em idéias progressivas que culminem no objetivo principal do sermão.

Toda citação, explicação, exemplo ou incidente devem ser
apresentados com este propósito em mente.

Os oradores antigos dividiam a introdução em duas espécies: a formal e a não-formal.

A formal
A introdução formal consistia numa ligeira palavra distinta do verdadeiro assunto (início) do sermão.

A não-formal
A introdução não-formal consistia na forma atual do início do discurso. A primeira era para levar à invocação; a segunda para preparar a divisão.

O CORPO DO SERMÃO

sermão e sua estrutura

DEFINIÇÃO

O corpo do sermão, conforme soa melhor em termos prático, entre os pregadores cristãos, é o conjunto de fatos, de idéias, de provas ou de argumentos arrolados pelo pregador.

Esta argumentação deve ser bem apresentada e ao mesmo tempo mesclada com o sabor da graça de Deus (Mc 9.50; Cl 4.6).

Somente assim, o pregador pode se enquadrar no exemplo típico do divino Mestre. Dele se diz: “…todos…se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca…” (Lc 4.22) e “…nunca homem algum falou assim como este homem” (Jo 7.46b).

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AS DIVISÕES DO SERMÃO

UNIDADE DA BÍBLIA

As divisões do sermão variam em número, dependendo do conteúdo e da capacidade do presador.

Aconselha se de 2 a 5 divisões, porque a memória tende a falhar, quando há mais de cinco pontos num sermão.

Testes psicolóeicos no campo da educação revelaram aue, auando há mais de cinco pontos dentre os quais escolher, o discernimento fica mais ou menos nebuloso e, por conseguinte, as escolhas são menos confiáveis.

Sugere-se, portanto, para melhor compreensão do significado do pensamento, nos sermões temáticos e textuais, três divisões, e cinco para um sermão expositivo.

É muito fácil para os ouvintes acompanhar uma mensagem falada, quando as idéias principais estão organizadas corretamente e proferidas com clareza, do que quando elas não têm organização ou não se relacionam.

À medida que o pregador anuncia as divisões e passa de um ponto principal a outro, os ouvintes conseguem identificar as divisões das partes entre si e discernir a progressão da mensagem.

A CONCLUSÃO DO SERMÃO

CUIDADOS NA CONCLUSÃO DO SERMÃO

DEFINIÇÃO DE CONCLUSÃO DO SERMÃO

A conclusão, como o próprio termo sugere, no sentido técnico, é a última parte do sermão.

A conclusão torna-se a parte mais gratificante do sermão para o pregador, pois, segundo se diz, é o momento quando o pregador se obriga a fazer uma síntese de tudo o que disse, não só para destacar e fazer lembrar as verdades principais, mas para ajudar os ouvintes a se beneficiarem da mensagem.

Por isso, ela deve ser breve.

Lamentavelmente, alguns pregadores, porém, se esquecem da importância da conclusão, e, como resultado, seus sermões, embora cuidadosamente preparados nas outras partes, fracassam no ponto crucial.

Portanto, aconselha-se, por outra lado, uma boa conclusão, pois, ela pode, às vezes, suprir as deficiências de outras partes do sermão, ou servir para aumentar o seu impacto.

A CONCLUSÃO DO SERMÃO DEVE SER CONCLUSIVA

O objetivo da conclusão é suprir algumas falhas do sermão e concluí-lo no sentido restrito da palavra.

Dependendo das circunstâncias (se o sermão for pregado pelo pastor ou dirigente local), a conclusão pode ser, salvo as exceções, o cântico de um hino, um corinho, uma oração, à bênção apostólica, ou mesmo o amém final.

2 comentários

  1. OBRIGADO PELO EXEMPLO DO SERMÃO MUITO CRIATIVO VAI MIN AJUDAR BASTANTE A REALIZAR O MEU SERMÃO.

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